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Onze tipos de cancro aumentam entre os jovens no Reino Unido e os cientistas já têm primeira pista sobre a razão
As razões para o aumento dos casos de cancro em pessoas no final da adolescência e nas casas dos 20, 30 e 40 anos intrigam os cientistas há vários anos.
Um estudo divulgado esta semana revela que 11 tipos de cancro estão a tornar-se mais comuns entre jovens no Reino Unido. Os investigadores ainda não conseguiram decifrar todos os motivos para este aumento, mas acreditam que um dos fatores seja o excesso de peso que se tem registado nestas faixas etárias ao longo das últimas décadas.
Os cientistas do Instituto de Investigação do Cancro e do Imperial College London responsáveis pelo estudo salientaram, no entanto, que o cancro em jovens continua a ser raro e que todos podem reduzir o risco adotando um estilo de vida saudável.
Os dados revelaram que, para além do cancro do intestino, os cancros da tiroide, do mieloma múltiplo, do fígado, do rim, da vesícula biliar, do pâncreas, do revestimento do útero (ou endométrio), da boca, da mama e do ovário estão a aumentar.
Entre os adultos mais jovens, os cancros do intestino e da mama são os mais comuns, com um total de 11.500 casos por ano no Reino Unido, enquanto os cancros do pâncreas e da vesícula biliar são muito mais raros.
Segundo o estudo, o tabagismo, o consumo de álcool, a falta de exercício físico, a quantidade de carne vermelha consumida e as dietas pobres em fibra podem ter um papel no aparecimento do cancro, mas não explicam o aumento de casos, já que estes hábitos têm até melhorado entre as faixas etárias analisadas.
O relatório indicou que os únicos dados alinhados com o aumento do cancro são os níveis de excesso de peso e obesidade, que têm vindo a aumentar desde a década de 1990.
Acredita-se que o tecido adiposo em excesso altere as hormonas no organismo, como a insulina, o que pode afetar o risco de cancro. No caso do cancro do intestino, por exemplo, os investigadores estimam que, em cada 100 casos adicionais, 20 possam dever-se ao excesso de peso, enquanto 80 continuam por explicar.
“É muito preocupante saber que os casos de cancro estão a aumentar entre os mais jovens”, disse à BBC a professora Montserrat García-Closas, do Instituto de Investigação Oncológica.
“No entanto, há medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de cancro através de um estilo de vida saudável - por exemplo, praticar atividade física e manter um peso saudável”, acrescentou.
Os investigadores afirmaram ainda que, embora os casos de cancro em jovens estejam a aumentar, é importante lembrar que estes continuam a ser reduzidos quando comparados com os casos de cancro em faixas etárias mais avançadas.
Um em cada 1.000 jovens nas casas dos 20, 30 e 40 anos recebe um diagnóstico de cancro todos os anos, em comparação com cerca de um em cada 100 nos grupos etários mais velhos, nas casas dos 50, 60 e 70 anos.
c/ agências
Os cientistas do Instituto de Investigação do Cancro e do Imperial College London responsáveis pelo estudo salientaram, no entanto, que o cancro em jovens continua a ser raro e que todos podem reduzir o risco adotando um estilo de vida saudável.
Os dados revelaram que, para além do cancro do intestino, os cancros da tiroide, do mieloma múltiplo, do fígado, do rim, da vesícula biliar, do pâncreas, do revestimento do útero (ou endométrio), da boca, da mama e do ovário estão a aumentar.
Entre os adultos mais jovens, os cancros do intestino e da mama são os mais comuns, com um total de 11.500 casos por ano no Reino Unido, enquanto os cancros do pâncreas e da vesícula biliar são muito mais raros.
Destes 11 tipos, apenas os cancros do intestino e do ovário estão a aumentar exclusivamente entre pessoas mais jovens, sendo que os restantes aumentam também nos adultos mais velhos.
Excesso de peso e obesidade explicam alguns casos
Segundo o estudo, o tabagismo, o consumo de álcool, a falta de exercício físico, a quantidade de carne vermelha consumida e as dietas pobres em fibra podem ter um papel no aparecimento do cancro, mas não explicam o aumento de casos, já que estes hábitos têm até melhorado entre as faixas etárias analisadas.
O relatório indicou que os únicos dados alinhados com o aumento do cancro são os níveis de excesso de peso e obesidade, que têm vindo a aumentar desde a década de 1990.
Acredita-se que o tecido adiposo em excesso altere as hormonas no organismo, como a insulina, o que pode afetar o risco de cancro. No caso do cancro do intestino, por exemplo, os investigadores estimam que, em cada 100 casos adicionais, 20 possam dever-se ao excesso de peso, enquanto 80 continuam por explicar.
“É muito preocupante saber que os casos de cancro estão a aumentar entre os mais jovens”, disse à BBC a professora Montserrat García-Closas, do Instituto de Investigação Oncológica.
“No entanto, há medidas que podem ser tomadas para reduzir o risco de cancro através de um estilo de vida saudável - por exemplo, praticar atividade física e manter um peso saudável”, acrescentou.
Os investigadores afirmaram ainda que, embora os casos de cancro em jovens estejam a aumentar, é importante lembrar que estes continuam a ser reduzidos quando comparados com os casos de cancro em faixas etárias mais avançadas.
Um em cada 1.000 jovens nas casas dos 20, 30 e 40 anos recebe um diagnóstico de cancro todos os anos, em comparação com cerca de um em cada 100 nos grupos etários mais velhos, nas casas dos 50, 60 e 70 anos.
c/ agências